As críticas ao regime monárquico, Rafael Bordalo Pinheiro
Fonte: António Ventura, Os postais da primeira república, Álbuns da República, Tinta da China
A obra da Primeira República foi julgada de formas diferentes. Para uns, foi um período totalmente negativo, que substituiu a autoridade pela demagogia, desorganizou o aparelho do Estado, tornando-o incapaz de resolver problemas reais, empobreceu o País, retardou o progresso económico, agravou a dependência semicolonial em relação à Inglaterra e se resumiu a uma irresponsável palradeira parlamentar entrecortada por páginas sangrentas. Para outros, foi uma época de agitação fecunda e criadora que fez a primeira experiência de governação democrática, interessou o povo no processo político, deu passos definitivos e inovadores na legislação da família e do ensino, defendeu os domínios ultramarinos da avidez das grandes potências pelo corajoso preço da entrada na Primeira Grande Guerra e permitiu a formação da mentalidade política civilizada e progressiva revelada pelos intelectuais da Seara Nova.
In História concisa de Portugal de José Hermano Saraiva.
Ser republicano, por 1890, 1900 ou 1910, queria dizer ser contra a Monarquia, contra a Igreja e os Jesuítas, contra a corrupção política e os partidos monárquicos, contra os grupos oligárquicos. Mas a favor de quê? As respostas mostravam-se vagas e variadas. […] a tendência geral era antes para se conceder à palavra “República” algo de carismático e místico, e para acreditar que bastava a sua proclamação para libertar o país de toda a injustiça e de todos os males.
In História de Portugal de A. H. Oliveira Marques, vol. III
In História de Portugal de A. H. Oliveira Marques, vol. III

Grupo de republicanos no Porto, em 1884
Emigrados do 31 de Janeiro de 1891 em Espanha


Parabéns!
ResponderEliminarEstá um blog muito bom para relatar "Portugal há cem anos"